O que fazer em São Luís do Maranhão: guia completo para conhecer e viver a Ilha do Amor


O que fazer em São Luís do Maranhão: guia completo para conhecer e viver a Ilha do Amor

O que fazer em São Luís do Maranhão: guia completo para conhecer e viver a Ilha do Amor

Oi, meus tripulantes 💚

Se você chegou até aqui procurando o que fazer em São Luís do Maranhão, já vou começar com um conselho:

não tenha pressa.

São Luís não é uma cidade que se conhece apenas marcando pontos turísticos em uma lista.

É uma cidade para caminhar.

Para olhar as fachadas.

Para perceber os azulejos.

Para ouvir o reggae.

Para sentir o tambor.

Para provar sabores que talvez você nunca tenha experimentado.

E, principalmente, para conhecer as histórias de um Maranhão que continua vivo em suas ruas.

Muita gente chega a São Luís pensando apenas nos Lençóis Maranhenses.

Mas antes de seguir viagem, permita que a capital maranhense também faça parte das suas memórias.

Porque São Luís não é apenas porta de entrada para os Lençóis.

São Luís é destino.


📍 1. Comece pelo Centro Histórico de São Luís

Se existe um lugar para começar a conhecer São Luís, é aqui.

O Centro Histórico é reconhecido como Patrimônio Mundial desde 1997 e abrange uma área de aproximadamente 270 hectares, com cerca de 5.500 edificações de valor histórico e arquitetônico.

Mas não vá ao Centro Histórico apenas para tirar fotografias.

Caminhe.

Entre nos casarões e espaços culturais que estiverem abertos.

Observe as portas antigas, janelas, sacadas, escadarias e fachadas.

E procure os famosos azulejos.

Se puder escolher, vá também no fim da tarde. A luz muda e São Luís ganha outra atmosfera.

É uma cidade que se revela muito nos detalhes.

🏘️ 2. Caminhe pela Rua do Giz e pela Praia Grande

A Rua do Giz tem uma das atmosferas mais interessantes do Centro Histórico.

Ali e nas ruas próximas você encontrará casarões, ladeiras, pequenos comércios, espaços culturais e muitos daqueles cenários que imediatamente nos fazem pensar em São Luís.

Mas tenho uma recomendação:

não transforme sua caminhada apenas em uma sessão de fotos.

Fotografe, claro.

Mas entre.

Observe.

Converse.

Leia.

Experimente.

Às vezes, a lembrança mais bonita de uma viagem não é aquela fotografia perfeita.

É uma história que alguém contou enquanto você caminhava.

✊🏿 3. Conheça a São Luís da ancestralidade

Existe uma São Luís que não pode ser compreendida olhando apenas para seus casarões e azulejos.

É preciso conhecer também as histórias dos povos que ajudaram a construir esta cidade.

A presença africana, afro-brasileira e indígena está na música, religiosidade, gastronomia, festas populares, modos de fazer e em muitas das tradições que hoje reconhecemos como parte da identidade maranhense.

Por isso, a Dona Viagem criou uma experiência específica para quem deseja conhecer a cidade por essa perspectiva.

Circuito da Ancestralidade – São Luís Afro-Indígena

Não é simplesmente caminhar pelo Centro.

É caminhar tentando entender quem construiu São Luís e quais histórias nem sempre foram contadas nos roteiros turísticos tradicionais.

🖤 4. Conheça o Monumento à Diáspora Africana

Uma das experiências que ajudam a compreender essa história é conhecer o Monumento à Diáspora Africana no Maranhão.

O espaço funciona como um grande memorial a céu aberto, reunindo arte, memória, resistência, ancestralidade e reflexões sobre a presença africana na formação do Maranhão.

É daqueles lugares em que eu recomendo fazer algo que sempre digo por aqui:

não olhe apenas. Leia. Observe. Reflita.

Porque conhecer São Luís também significa conhecer as raízes africanas que ajudaram a construir nossa cultura, nossa fé, nossa música, nossa culinária e nosso povo.

Leia nosso artigo completo sobre o Monumento à Diáspora Africana

🪘 5. Entre na Casa do Tambor de Crioula

Depois dessa viagem pela memória, coloque a Casa do Tambor de Crioula no roteiro.

E eu já disse aqui no blog que esse é um lugar que não se visita, se sente.

O Tambor de Crioula é uma expressão de matriz afro-brasileira que reúne dança circular, canto e percussão. É uma referência de identidade e resistência cultural negra no Maranhão e está especialmente relacionado à devoção a São Benedito.

Na Casa do Tambor, você começa a compreender melhor essa manifestação por meio de instrumentos, vestimentas, fotografias, histórias e referências às pessoas que mantêm essa tradição viva.

Mas tem algo que nenhum artigo consegue reproduzir completamente:

o som.

A roda.

As coreiras.

A punga.

A batida dos tambores.

Se durante sua passagem por São Luís você tiver oportunidade de assistir ao Tambor de Crioula ao vivo, assista.

Algumas coisas nós conhecemos lendo.

Outras precisamos viver.

Leia: Casa do Tambor de Crioula – um lugar que não se visita, se sente

🎶 6. Descubra por que São Luís é conhecida como Jamaica Brasileira

São Luís tem uma trilha sonora própria.

E ela toca reggae.

Por aqui, o gênero ganhou uma relação muito particular com a população, com suas radiolas, DJs, clubes, festas e uma maneira própria de dançar.

Por isso, não procure apenas aquilo que você já conhece da Jamaica.

Conheça também o reggae que o Maranhão transformou em seu.

Reserve uma noite da viagem para descobrir essa São Luís.

E, se tiver interesse pela história do movimento, inclua também o Museu do Reggae no seu roteiro.

Leia: Reggae no Maranhão – por que São Luís é conhecida como a Jamaica Brasileira

🛍️ 7. Entre no Mercado das Tulhas

Mercados estão entre os lugares que mais gosto de conhecer durante uma viagem.

Porque ali o turismo encontra a vida cotidiana.

No Centro Histórico, conheça a Casa das Tulhas, também chamada de Mercado das Tulhas, uma das edificações destacadas pelo IPHAN no conjunto patrimonial de São Luís.

Entre sem pressa.

Observe os produtos.

Pergunte.

Experimente aquilo que você ainda não conhece.

É uma oportunidade de encontrar sabores, cheiros e produtos que ajudam a contar o Maranhão de outra maneira.

🍛 8. Conheça São Luís também pelo sabor

Tem cidade que a gente lembra por uma paisagem.

Outras ficam na memória pelo sabor.

São Luís consegue fazer os dois.

Experimente arroz de cuxá.

Peixes e frutos do mar.

Camarão.

Juçara.

Doces e sucos de frutas regionais.

E, claro, prove o nosso famoso Guaraná Jesus.

Talvez você ame.

Talvez estranhe.

Mas precisa descobrir de qual lado está.

E como a gastronomia maranhense merece muito mais do que alguns parágrafos, já fizemos uma seleção especial para quem quer comer bem durante a passagem pela capital.

Onde comer em São Luís: 7 restaurantes para viver uma experiência gastronômica na Ilha do Amor


⛴️9.Vá até Raposa e conheça as Fronhas Maranhenses

Se você tiver mais tempo, saia um pouco da capital.

Bem pertinho de São Luís está Raposa.

E ali existe uma experiência que muita gente que chega ao Maranhão ainda não conhece: as Fronhas Maranhenses.

O passeio náutico permite conhecer uma paisagem diferente, marcada por manguezais, canais, dunas e bancos de areia.

É uma ótima experiência para quem vai permanecer alguns dias em São Luís antes ou depois dos Lençóis.

E a Dona Viagem realiza esse passeio.

Passeio Náutico na Raposa – Fronhas Maranhenses

Também fizemos um guia específico para você entender melhor essa experiência:

Passeio Náutico em Raposa: guia completo para conhecer as Fronhas Maranhenses


🗓️ Quantos dias ficar em São Luís?

Se você tiver 1 dia, concentre-se no Centro Histórico, cultura e gastronomia.

Com 2 dias, acrescente as praias e aprofunde a experiência cultural, incluindo lugares ligados à ancestralidade, ao reggae e à cultura popular.

Com 3 dias, inclua Raposa e as Fronhas Maranhenses.

Com 4 dias ou mais, já é possível considerar também Alcântara sem transformar sua passagem pela região em uma corrida.

Depois, siga para os Lençóis Maranhenses.


Agora me conta, tripulante...

Se você chegasse amanhã a São Luís, por onde começaria?

Pelos azulejos?

Pelo arroz de cuxá?

Pelo reggae?

Pelo tambor?

Pelo mar?

Eu começaria caminhando.

Porque São Luís não é apenas uma cidade histórica.

É azulejo, tambor, boi, reggae, ancestralidade, mar, sabores e histórias acontecendo ao mesmo tempo.

E talvez seja exatamente por isso que ela não deve apenas ser visitada.

Precisa ser vivida.

Te espero no próximo embarque 



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